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sexta-feira, 21 de junho de 2013
O despertador já havia tocado
O dia 20/06/2013 será uma data que ficara guardada em minha memória por muitos anos. Nasci no ano de 1990, uma data e um tempo que mais tarde estudaria. Foi um tempo de grandes mudanças, e que o povo foi as ruas. Nestes anos, a saber findar dos anos 80 e inicio dos anos 90, tínhamos mais que o povo na rua, um pensamento não é formado assim ao léu. Nossos músicos, artistas, escritores, filósofos, teólogos, jogadores de futebol inclusive, todo um movimento cultural foi levantado, criando assim uma consciência social-politica.
Por muitos anos, reclamei, invejei, me perguntei, me questionei, sera que não nasci na geração errada? Sempre olhei a geração que lutou, com um olhar de inveja. Como queria eu, ter feito parte de tudo aquilo. Mas esta geração passou, fez o que tinha de ser feito no seu tempo. Talvez o simbolo, ou diria líder deste movimento, ao chegar ao poder não fez aquilo que se esperava dele, e aquele que era esquerda, inclinou-se ao centro, e toda uma geração caiu em desilusão junto com o mensalão.
Sonhei com o dia, em que minha geração fosse as ruas também. Pensei realmente que nunca veria, essa geração acordar da sua inercia, e comodismo. Pois com medidas paliativas, o governo foi alimentando um gigante e mantendo ele dormindo ou sonolento, redução de IPI para compra de veiculos, crédito para compra de imoveis e outros bens, financiamento do ensino superior privado, pois assim parece que há investimento em educação, ora uma hora ou outra o refluxo iria acontecer.
O gigante cansou de se alimentar com "guloseimas", o gigante quer feijão e arroz. O gigante acorda com 8 anos de atraso, pois o despertador havia tocado ainda em 2005, com o famoso escândalo do mensalão. O gigante quer comida sólida, educação básica de qualidade para seus filhos, quer saúde acessível a todos e com qualidade para o momento de sua necessidade, não após a morte do enfermo. O gigante levanta-se ao mesmo tamanho dos enormes e vistosos estádios levantados para um copa que não é nossa, é para o lucro de grandes multinacionais e para a vanglória da Rede Globo, a qual usufrui como bem entende e a seu bel prazer das regalias que lhes dão, para lucrar ainda mais.
Hoje com grande orgulho, posso dizer: "Fiz, faço e seguirei fazendo a história do meu país, junto com todos, que lado a lado lutam por um Brasil melhor!" Ontem teve chuva, vento, mas nada me tirava a alegria do coração de ver minha geração na rua. Que artistas, músicos, teólogos, filósofos, atores... enfim todos que são capazes de gerar o pensar nas pessoas, possam abraçar essa causa, e não deixar que a mídia que aí esta, venha sabotar, com suas meias palavras o pensar deste gigante que acaba de acordar!Que este movimento siga, forte, firme e sadio, mas que venha gerar fruto no pensar e no agir da população brasileira, não apenas fotos para a posteridade.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Ela se foi
Nesta semana, infelizmente uma de minhas avós faleceu, minha avó paterna, a qual convivi muito na minha infância. Fica aqui minha homenagem a esta mulher que deixará saudades, e grandes ensinamentos, os expresso através dos versos a seguir...
Ela se foi
Lagrimas caem
O choro em soluços vem
O rosto se fecha
Na tragada da fumaça que a levou
A criança se vai
E a dor da memória
Da infância repleta
Do seu alegrar
Alegria de viver
Tristeza, ali não é seu lugar
Depois da infância
Já não fui tão presente
Mas em meu peito sempre esteve
Mesmo que ausente
A beleza e a vida
Do seu sorriso sempre em frente
Obrigado por este sorriso, vó Eloisa...
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Penso, retorço, distorço
O que retorce
Distorce, o que torce
Logo torce
E se torce, é por que não é
Assim somos, assim é a vida
Penso, o que já não penso
E quando repenso, então é que penso
Pensando é que mudo, transformo-me
Transformado fui, transformado sou
Transformado serei naquilo que penso
E então descubro que sou...
Aquilo que por muito tempo retorci
Pois torci e distorci...
quarta-feira, 27 de março de 2013
Não é fácil conviver
Vivemos a difícil tarefa de nos relacionarmos em uma sociedade egocêntrica e mesquinha. Conviver com o outro não é fácil nos dias atuais, uma vez que para um bom convívio entre indivíduos precisamos, muitas vezes, abrir mão das nossas vontades para chegarmos a um consenso. E mais que isso, precisamos ter respeito e sabermos nos relacionar com o adverso.
Já diria o poeta Mario Quintana: “A arte de viver é simplesmente a arte de conviver … simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!” Um dos grandes males da sociedade atual é, sem dúvida, o egocentrismo do ser humano. Parece até mesmo irônico, uma vez que um dos males da Idade Média foi o teocentrismo, com Deus no centro de tudo. A Idade Sombria ou da Escuridão, como foi denominada, deixou muitas marcas na sociedade. Porém, passamos de um extremo ao outro. Aliás, na minha concepção, lá mesmo já se estava no egocentrismo, Deus não era o centro em nada. Pois se o mesmo fosse, muitas das atrocidades cometidas não teriam acontecido,e pior, cometidas e ditas em nome de Deus, o que ainda hoje acontece. O egocentrismo nos leva a acharmos que somos os únicos a ter valor. Não, cada ser humano tem o seu valor, tem o direito de ser o que bem entender, de pensar o que quiser pensar. Posso até concordar ou discordar das posições ou atitudes do outro, mas devo ter antes de tudo respeito, pois este que está ao meu lado é como eu. Se eu pensar que tenho mais valor que ele, logo o respeito já acabou. Respeito é primordial para conseguirmos viver e conviver nesta sociedade tão polarizada das mais diversas ideias, o respeito de entender que eu não sou mais que aquele que está ao meu lado, seja ele quem for.Uma das nossas maiores características é sermos mesquinhos, pobres e nos apegarmos a coisas tão pequenas, como se um “bom dia” ou um “Oi” fosse nos fazer tanta falta assim.
Não penso em grandes atitudes para melhorar o convívio entre as diferentes formas de pensar, ou mesmo diferentes personalidades, falo em coisas pequenas. É um “bom dia” ao colega de trabalho, é um levantar em um ônibus lotado para que uma pessoa idosa possa se sentar. Não precisamos querer revolucionar o mundo inteiro, podemos revolucionar pequenos fragmentos do mundo primeiro, podemos começar em casa, no trabalho, na faculdade.Podemos discordar um do outro e termos um debate de ideias, coisa aliás muito proveitosa e que não conseguimos, pois nos apegamos às pequenas coisas, levamos para o lado pessoal e simplesmente porque alguém pensa o contrário do que penso logo é meu inimigo, e em seguida estamos não em um debate, mas em uma guerra. Não, por favor não, ele pensa diferente de você, mas não é mais ou menos que você por aquilo que pensa, não deixa de ser um indivíduo, um humano tanto quanto você.
Sinceramente, às vezes penso ser utópico demais, pensando na possibilidade de conseguirmos conviver em uma comunidade tão polarizada de ideias e formas de levar a vida.Não é fácil, se assim o fosse conseguiríamos ao natural, mas que possamos tentar nos relacionar da melhor e mais respeitosa forma possível. Que antes de olharmos com nosso olhar julgador, possamos olhar com um olhar de amor. O grande líder americano dos direitos civis, Martin Luther King, tem uma frase interessante, dita justamente em uma sociedade onde o respeito um pelo outro não estava presente, e além disso, dita por quem sofria com esse desrespeito: “Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.” Que convivamos com respeito e sem nos apegarmos a coisas tão pequenas. Que possamos, em pequenos gestos, tornar mais harmoniosas nossas relações, mesmo no pensamento adverso. Que tenhamos a sensibilidade de usar esse mesmo pensamento que nos fez voar como pássaros e nadar como peixes, para convivermos como irmãos.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Viver ou Sobreviver?
Ando nas ruas e vejo um deserto;
Pessoas andando sem nenhum caminho reto;
Andam tontas, vivendo este mundo inserto;
Dizem-se livres, porém estão presas a este mundo incrédulo;
Este mundo que é uma rotina;
Estas ruas que nos cercam;
Estes rios que nos inundam;
Este mundo que dá voltas, e fica sempre em voltas;
Este mundo que dá voltas, e fica sempre em voltas;
E ainda dizemos que vivemos a vida;
Será mesmo que vivemos a vida?
Viver é: estudar, trabalhar, receber, estudar, trabalhar...
Não! A vida é sim estudar, trabalhar, receber, porem...
É também, correr, voar, pensar, brincar...
Viver é: estudar, trabalhar, receber, estudar, trabalhar...
Não! A vida é sim estudar, trabalhar, receber, porem...
É também, correr, voar, pensar, brincar...
De que adiantaria chegarmos aos oitenta;
Olharmos nossos dezoito;
E sentirmos que apenas sobrevivemos;
Mas viver, isso não fizemos;
Olharmos nossos dezoito;
E sentirmos que apenas sobrevivemos;
Mas viver, isso não fizemos;
Por isso não se cerquem de ruas;
Por isso não deixem que os rios o inundem;
Não deixe que o mundo de voltas, contigo dentro;
Por isso não sobreviva;
Por isso não deixem que os rios o inundem;
Não deixe que o mundo de voltas, contigo dentro;
Por isso não sobreviva;
Corram para as alegrias que seus filhos podem lhe dar;
Voem para os paraísos, em que possam imaginar;
Voem para os paraísos, em que possam imaginar;
Sorriam como crianças, que olham os pássaros a voar;
Façam da vida uma alegria, e não apenas uma correria;Isto é viver;
Façam da vida uma alegria, e não apenas uma correria;Isto é viver;
E ai vai chegar aos oitenta e olhar os dezoito e dizer:
É eu sobrevivi;
Ou vai chegar aos oitenta e dizer;
Com alegria eu sei o que é VIVER;
É eu sobrevivi;
Ou vai chegar aos oitenta e dizer;
Com alegria eu sei o que é VIVER;
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