Hoje
é dia de fazer memória dos trabalhadores/as que empenharam sua vida por mais
direitos, aqueles que lutavam por uma jornada de 8h de trabalho em meio a
escravidão da industrialização. Ali o lucro já era tido como mais importante
que a pessoa. O homem já era comercializado e a etiqueta de preço já estava
colocada. O sistema que mata, escraviza e exclui é hoje dominante. Esta
impregnado em nossas relações. O trabalhador hoje, conquistou diversas
garantias e direitos, que o dão maior segurança, porém o sistema ainda é regido
pela relação TRABALHO-LUCRO.
Enquanto o trabalhador é rentável para uma empresa,
enquanto gera lucro, ele é um bom funcionário. Se por algum fator ele não está
rendendo o esperado, não importa qual é o fator, o que importa é o lucro, e
nesse caso ele já não é mais rentável. É descartado, como coisa, como produto
que já não funciona mais.
Os
trabalhadores que dia a dia, empenham seu suor para garantir o lucro de quem detém
o poder do capital. Aqueles que a qualquer custo querem seus ganhos mantidos e
aumentados, não importando a vida e a dignidade do ser humano. Aqueles que
pagam direitos e deveres trabalhistas como se fizessem um favor ao funcionário,
mas que não entendem que o que fazem ainda é menos que o mínimo. Aqui temos um
problema de consciência. O que trago a reflexão não são os direitos e garantias
do trabalhador, mas como os patrões encaram isso. Cumprem-se os deveres, como
se cumpre requisitos, e sempre que possível fazem de tudo para retirar as
garantias dos trabalhadores.
Vivemos
o capitalismo selvagem, onde cada um quer ter mais e mais. A sede do poder e do
dinheiro a todo custo acaba por levar a sociedade a um total egoísmo. De tal
forma que o outro não importa, suas necessidades não importam, o que importa
são os privilégios que eu tenho, e não quero de maneira nenhuma abrir mão para
garantir as necessidades do outro. As relações regidas pela lógica
TRABALHO-LUCRO não são humanas, pois o humano é capaz doar de seus privilégios
para garantir as NECESSIDADES do outro, seja qual for a relação, inclusive e
principalmente no trabalho!
Que
a luta por dignidade e humanidade no trabalho continue!
"Não choraremos, a miséria, a guerra e debilidade. Sim cantaremos, contra elas e os seus promotores." Antonio da Cruz
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